Obadias:
O Princípio da Retribuição
TEXTO ÁUREO
"Porque o dia do SENHOR está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste,
assim se fará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça"
(Ob 1.15).
VERDADE PRÁTICA
Obadias mostra que a lei da semeadura e o princípio da retribuição
constituem uma realidade da qual ninguém escapará.
HINOS SUGERIDOS 106, 227, 262
|
LEITURA DIÁRIA
|
|
|
Segunda - Gn 25.22,23
A inimizade desde a
gestação
|
S
|
|
Terça - Sl 137.7
O clamor pela punição
de Edom
|
T
|
|
Quarta - Os 8.7
Quem semeia vento
colhe tempestade
|
Q
|
|
Quinta - Na 1.3
Deus não terá o
culpado por inocente
|
Q
|
|
Sexta - Gl 6.7
A lei da semeadura e o
princípio da retribuição
(Esse principio se aplica não somente ao
negativo, mas também ao positivo)
ALGUNS MANDAMENTO NESTE LIVRO DE GALATAS:
1. ANDAR NO ESPIRITO (5.25)
2. NÃO PROVOCAR UNS AOS OUTROS (5.26)
3. NÃO INVEJAR UNS OUTROS (5.26)
4. RESTAURAR UM IRMÃO PECADOR (6.1)
5. NUNCA SE CONSIDERAR ACIMA DA QUEDA (6.1)
6. CARREGAR O FARDO UNS DOS OUTROS (6.2)
7. NÃO SE ENGANE (6.7)
8. NÃO DESFALECER DE FAZER O BEM (6.10)
|
S
|
|
Sábado - Hb 2.2
A desobediência
receberá justa retribuição
|
S
|
Obadias 1.1-4,15-18
|
INTERAÇÃO
Soberania de Deus e livre-arbítrio
são temas que geram conflitos e levam muitos a tomadas de posições
extremadas. Por conceder o livre-arbítrio ao homem, Deus deixa de ser
soberano? De maneira nenhuma! Isso só denota o seu poder em criar uma pessoa
que, sendo imagem e semelhança de Deus, decide seguir ou não o caminho da
justiça. Mas é bem verdade que, nalgumas circunstâncias, o Eterno intervém
sem respeitar o arbítrio humano (Ml 1.2,3 cf. Rm
9.14-16). Há contradição nisso? De forma alguma! O homem continua
livre em seu arbítrio e Deus eternamente soberano. Nas Sagradas Escrituras, o
livre arbítrio e soberania divina são essencialmente dialogais.
|
*Conceituar : soberania
divina: e livre arbítrio.
*Elencar os elementos contextuais do livro de Obadias.
*Saber o princípio da retribuição divina.
Coloca, catálogo, súmulu:
Soberania: Qualidade
ou condição de soberano. Do lat. “superanus”, um adjetivo
qualificativo derivado de “super”, que significa “sobre”. “Soberano” é,
portanto, aquele que está “sobre” algo ou alguém; Nesta lição, autoridade inquestionável
que Deus exerce sobre todas as coisas criadas no céu e na terra
Livre-arbítrio”, tem sido definido, como a capacidade dada ao
homem, por ocasião de sua criação, para escolher entre o bem e o mal, entre
agradar a Deus ou desobedecê-Lo. Seria o “livre poder de eleger o bem ou o
mal”. “Livre Agência” ou “Capacidade de Escolha”:
Avaliar,
ajuizar, fazer conceito de :
|
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro de
giz. Utilize-o na introdução da aula. Explique que o livro de Obadias é
constituído apenas de um capítulo (1) e vinte e um versículos (21). Podemos
dividi-lo em duas partes principais. A primeira parte fala respeito dos
oráculos contra Edom; e a segunda dos oráculos sobre o Dia do Senhor.
Explique que o propósito principal do livro é mostrar aos israelitas a ira
divina contra os edomitas. Em seguida pergunte aos alunos: "Por que Deus
estava irado com os edomitas?" Ouça os alunos com atenção e explique que
o Senhor estava aborrecido pelo fato de eles terem se alegrado diante da dor
e do sofrimento de Judá.
|
|
ESBOÇO DO LIVRO DE OBADIAS
|
|
|
Parte I:
|
Oráculos contra Edom (vv. 1-14.15b)
|
|
vv.1-9
|
Orgulho
e destruição de Edom
|
|
vv.
10-14
|
Traição
de Edom contra Judá
|
|
v.
15b
|
Condenação
de Edom
|
|
Parte II:
|
Oráculos sobre o Dia do Senhor (vv. 15a. 16-21)
|
|
vv.15a., 16
|
Julgamento
das nações
|
|
vv.17,18.
|
Volta
e restauração de Israel
|
|
vv.19-21
|
Apêndice:
Volta e restauração de Israel
|
1. Conceito. A soberania divina é o
direito absoluto de Deus governar totalmente as suas criaturas segundo a sua
vontade (Sl 115.3; Is 46.10). Calvinistas e arminianos concordam
com esse conceito. A diferença entre ambos acerca da soberania está apenas no
exercício desta.
Segundo os calvinistas, não há limite para o exercício desse governo,
de modo que a vontade divina não pode ser anulada. Os arminianos, por outro
lado, admitem que, no exercício da soberania divina, existe uma autolimitação
suficiente para permitir o livre-arbítrio humano.
2. Livre-arbítrio. A vontade de Deus é que
todos sejam salvos (Ez 18.23,32; Jo 3.16; 1 Tm 2.4;
2 Pe 3.9). Entretanto, não são poucos os que se perderão. Tal acontece
justamente pelo fato de sermos livres, autoconscientes e, por isso,
responsáveis diante de Deus por nossos atos (Ec 12.13,14). Isso
se explica pelo livre-arbítrio, e não significa negar a soberania divina.
Trata-se da liberdade humana. Deus é soberano em todo o Universo e, por seu
amor e poder, preserva sua criação até a consumação de todas as coisas (Ne
9.6; Hb 1.2,3).
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
O
livre-arbítrio não nega a soberania divina; pelo contrário, a confirma.
1. Contexto histórico. A vida pessoal de Obadias é desconhecida. O profeta
apresenta-se apenas com o seu nome, sem oferecer nenhuma informação adicional
(família e reinado sob o qual viveu e profetizou). Ele simplesmente diz:
"Visão de Obadias" (v.1).
A data em que exerceu o seu ministério é uma das mais disputadas entre
os estudiosos: vai de 848 a 460 a.C. Tudo indica que os versículos 10 a 14
refiram-se à destruição de Jerusalém por Nabucodonosor, rei de Babilônia, em
587 a.C. Portanto, qualquer data, nesse
período, como 585 a.C. por exemplo, é aceitável.
2. Estrutura e mensagem. Com apenas 21 versículos, Obadias é o livro mais
curto do Antigo Testamento. Excetuando-se a introdução, o seu estilo é poético.
O texto divide-se em três partes principais: a destruição de Edom (vv. 1-9);
a sua maldade (vv. 10-14) e o dia do Senhor sobre Edom, Israel e as
demais nações (vv. 15-21).
O tema do livro é o julgamento divino contra Edom. Obadias, porém, não
é o único profeta incumbido de anunciar a condenação dos filhos de Esaú (Is
21.11,12; Jr 49.7-22; Ez 25.12-14; Am 1.11,12;
Ml 1.2-5).
Devido ao Cânon Judaico considerar a coleção dos Doze Profetas um só
livro, a citação de Obadias, em o Novo Testamento, é apenas indireta.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Com apenas vinte e um versículos, Obadias é o livro
mais curto do Antigo Testamento.
1. Origem. Os edomitas eram
descendentes de Esaú. Por causa do guisado que Jacó usou para comprar de Esaú a
sua primogenitura, o nome da tribo passou a ser "Edom" que, em
hebraico, significa "vermelho" (Gn 25.30).
Eles povoaram o monte Seir (Gn 33.16; 36.8,9,21)
e, rapidamente, transformaram-se em uma poderosa nação (Gn 36.1-43; Êx
15.15; Nm 20.14). Seu rei negou passagem a Israel por seu
território, quando os filhos de Jacó saíram do Egito e peregrinavam no deserto
a caminho da Terra Prometida. Mesmo assim, Deus ordenou aos israelitas que
tratassem os edomitas como a irmãos (Dt 23.7). Contudo, o ódio de Edom
contra Israel cresceu e atravessou séculos.
3. Preparativos do assédio a Edom
(v.1c). A expressão: "temos ouvido a pregação"
parece indicar que Obadias falava em nome de outros profetas (Jr 49.14).
Ele ouviu o oráculo divino e soube de um embaixador que fora enviado aos povos
vizinhos para ajuntá-los em guerra contra Edom. Tal embaixador não era profeta,
mas um diplomata de alguma nação inimiga dos edomitas.
4. O rebaixamento de Edom. No Antigo Testamento
hebraico, existe um recurso retórico que consiste em um acontecimento futuro,
que é descrito como se já tivesse sido cumprido. Por isso, o profeta emprega o
verbo no passado: "Eis que te fiz pequeno entre as nações" (v.2a).
Esse recurso é conhecido como perfeito profético (não se trata de um
perfeito gramatical especial). Seu emprego, aqui, indica o cumprimento certeiro
da ameaça quanto à sucessão dos dias e das noites. Ou seja, o fato é descrito
como já realizado, pois Deus reduzirá (como de fato, reduziu) Edom a um povo
insignificante e desprezível entre as nações, até que este veio a desaparecer (v.2b).
5. O orgulho leva à ruína. Por viverem nas cavernas
montanhosas de Seir (v.3), os edomitas confiavam na segurança que lhes
proporcionava a topografia de seu território - uma fortaleza naturalmente
inexpugnável. Edom não sabia que aquilo que é inacessível ao homem é acessível
a Deus (v.4). A arrogância humana é insuportável, mas a soberba
espiritual é repugnante; os que assim agem estão destinados ao fracasso (Pv
16.18; 1 Pe 5.5).
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A arrogância humana e a soberba espiritual levaram os
edomitas à ruína
1. O princípio da retribuição. Retribuição significa
"pagar na mesma moeda". Tal princípio acha-se na Lei de Moisés (Êx
21.23-25; Lv 24.16-22; Dt 19.21). Segundo Charles L.
Feinberg, a passagem compreendida entre os versículos 10 até 14 pode ser chamada de o "boletim de
ocorrência" dos crimes cometidos pelos edomitas contra os judeus. O acerto
de contas aproxima-se, e Deus fará com os edomitas o mesmo que eles fizeram a
Judá. Nessa profecia, Edom serve de paradigma para outras nações (e até
pessoas) que igualmente procedem (v.15).
2. O castigo de Edom. Os edomitas beberam e
alegraram-se com a desgraça de seus irmãos. Mas, agora, chegou a hora de eles
receberem a sua paga na mesma moeda. Os descendentes de Esaú provarão do cálice
da ira divina para sempre (v.16). É bom lembrar que esse princípio vale
também para indivíduos (Jz 1.6,7; Hb 2.2). É o princípio
da semeadura (Os 8.7; Gl 6.7).
3. Esaú e Jacó (v.18). Os nomes "Sião" e
"Jacó" (v.17) indicam Jerusalém e Judá, respectivamente. E
"José", o Reino do Norte formado pelas dez tribos e, muitas vezes,
identificado como "Israel" e "Efraim" (Os 7.1).
José, como pai de Efraim (Gn 41.50-52), é usado para identificar os
irmãos do Norte. Assim, a profecia fala sobre a reunificação de Judá e Israel (Os
1.1; Ez 37.19). A metáfora de Israel como fogo que consumirá a casa
de Esaú indica a destruição total de Edom. O orgulho e o ódio dos edomitas
contra os seus irmãos judeus os levaram à ruína definitiva.
O princípio da retribuição acha-se na lei de Moisés e
se confirma no princípio da semeadura em o Novo Testamento.
Assim como ninguém pode desafiar as
leis naturais sem as devidas consequências, não é possível ignorar as leis
espirituais e sair ileso. A retribuição é inevitável, pois "tudo o que o
homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7). Só o arrependimento e
a fé em Jesus podem levar o homem a experimentar o amor e a misericórdia de
Deus (2 Co 5.17).
|
AUXÍLIO
BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Geográfico
"O Julgamento de Edom
A terra de Edom se
estendia ao longo das encostas da cadeia de montanhas rochosas do monte Seir,
em direção do golfo de Ágaba e chegava quase ao mar Morto. O território
variava de regiões férteis, que produziam trigo, uvas, figo, romã e azeitona,
a altos picos montanhosos separados por desfiladeiros profundos. A meio
caminho na principal cadeia montanhosa, elevava-se o monte Hor, alto e
sombrio acima do terreno circunvizinho e a curta distância da capital Sela ou
Petra, que se situava em um profundo vale cercado por 60 metros de
precipício, acessível somente por uma abertura estreita de uns 3,5 metros de
largura.
Assim, os edomitas
habitavam literalmente nas fendas das rochas (3), cuja a posição era
praticamente impenetrável e inconquistável. Por muitas gerações tinham vivido
seguros. Nenhum inimigo conseguira entrar pelos caminhos estreitos dos
desfiladeiros que conduziam às principais cidades talhadas nas paredes
rochosas das montanhas.
[A despeito de todos
esses recursos] Os julgamentos de Deus tinham de ser severos. [...] A nação
seria totalmente devastada. Os descendentes de Esaú, seriam reduzido a
nada" (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 5. 1.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2005, pp. 131-32).
|
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social,
Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
MENZIES, William W; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os
Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 52, p.38.
|
EXERCÍCIOS
1.
O que é a soberania divina?
R. É o direito absoluto de Deus governar totalmente
as suas criaturas segundo a sua vontade.
2. Qual o tema do livro de Obadias?
R. O julgamento divino contra Edom.
3. Cite exemplos bíblicos de superação da viuvez.
R. Esaú.
4. O que significa o uso do "perfeito
profético"?
R. Um recurso retórico que consiste em um
acontecimento futuro, que é descrito como se já tivesse sido cumprido.
5. Como Charles L. Feinberg classifica os
versículos 10 a 14 de Obadias?
R. "Boletim
de ocorrência" dos crimes cometidos pelos edomitas contra os judeus.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário